Você já ouviu falar no S-Index? Índice criado pela POWERbreathe, Esse índice vem revolucionando a forma como medimos a força dos músculos respiratórios — um novo estudo brasileiro acaba de estabelecer valores de referência para ele em adultos saudáveis. A pesquisa foi publicada no Jornal Brasileiro de Pneumologia (2025) pela equipe da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e traz dados inéditos que podem impactar tanto a prática clínica quanto o treinamento esportivo.
🔍 Sobre o estudo:
Foram analisados 120 voluntários saudáveis (entre 18 e 80 anos), excluindo atletas, fumantes e pessoas com doenças respiratórias. A equipe utilizou o dispositivo eletrônico POWERbreathe KH2, que mede a força inspiratória durante uma respiração forçada com fluxo livre — um teste chamado S-Index.
Esse valor foi comparado com o tradicional MIP (pressão inspiratória máxima), um método mais antigo e estático. Para garantir resultados confiáveis, os participantes realizaram até 16 manobras respiratórias para o S-Index!
O S-Index mostra a força dos músculos inspiratórios de forma dinâmica, ou seja, mais próxima da realidade do dia a dia (e até da prática esportiva). Ele também tem potencial para indicar fraqueza muscular respiratória — uma condição comum após doenças como a COVID-19.
Aliás, o estudo usou uma amostra de 361 sobreviventes da COVID-19 para validar os dados. E o resultado foi promissor: quando o S-Index estava abaixo dos valores esperados, ele ajudou a detectar casos de fraqueza muscular com boa precisão, principalmente em homens.
Sobre os resultados:
- O S-Index correlaciona fortemente com a capacidade pulmonar (FEV1 e FVC).
- Altura, idade e peso explicam 62% da variação no índice — mais altos tendem a ter maior força inspiratória.
Em média, homens tiveram valores mais altos que mulheres, e o S-Index diminui com a idade.
Entre pacientes pós-COVID, o S-Index foi eficaz para descartar fraqueza muscular (especialmente nos homens), mostrando grande potencial como ferramenta clínica complementar.
Este é o primeiro estudo a fornecer equações preditivas do S-Index para adultos de diferentes idades no Brasil. Ele reforça que o S-Index não substitui o MIP, mas pode funcionar como um aliado valioso na avaliação da função respiratória — seja na reabilitação, na medicina esportiva ou até na fisioterapia respiratória.
Acesse o estudo completo: https://share.google/BDfL0aJLtiidPUG3v

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