Você já ouviu falar em Covid longa?
Complicações pulmonares associadas à infecção por síndrome respiratória aguda grave por coronavírus 2 (SARS-CoV-2) podem persistir ou se desenvolver mesmo após a recuperação inicial, variando em gravidade e apresentação clínica, com impacto significativo e de longo prazo na função pulmonar. Essas complicações podem afetar o tratamento devido aos desafios na otimização da administração de medicamentos aerossolizados e terapias respiratórias, além disso, a disfunção da microcirculação pulmonar foi identificada como uma complicação grave, contribuindo para a hipoxemia e outras comprometimentos respiratórios.
Depois de tudo o mundo viveu com a Covid, começou-se então uma batalha para que as pessoas que passaram por essa infecção se recuperassem o mais brevemente possível, o mapeamento detalhado das condições pulmonares dos pacientes tem sido considerado necessário para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas direcionadas. Faltam estudos específicos sobre o comportamento dos radiofármacos durante testes de inalação e perfusão em pacientes pós-COVID-19. Além disso, sabe-se que a terapia inalatória oferece vantagens significativas, como maior concentração de medicamentos no local-alvo com doses menores, redução dos efeitos colaterais e promoção de melhores resultados terapêuticos em comparação com outras vias de administração, por isso, pesquisadores brasileiros, realizado em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco, desenvolveram o estudo intitulado de Efeito do Treinamento do Músculo Inspiratório na Deposição de Aerossóis e Perfusão Pulmonar na Síndrome Pós-COVID-19: Um Estudo de Cintilografia Gama, que visou Comparar deposição em aerossol e perfusão pulmonar em indivíduos com síndrome pós-COVID-19 antes e depois de 8 semanas de TMI (treinamento muscular inspiratório).
Sobre o estudo:
- Foram selecionados 19 participantes com sintomas pós-COVID-19, dividisos em Os participantes foram divididos em dois grupos:
– Grupo TMI: realizou treinamento respiratório com o POWERbreathe Classic Light a 50% da pressão inspiratória máxima;
– Grupo controle: utilizou um dispositivo sem resistência;
A deposição de aerossol e a perfusão pulmonar (fluxo sanguíneo) foram medidas por meio de cintilografia gama (exame de imagem com traçadores radioativos).
Os resultados foram impressionantes:
Após 8 semanas de TMI, eles detectaram que a atividade pulmonar total aumentou significativamente, tanto em relação à deposição de aerossol quanto à perfusão pulmonar, no grupo que treinou músculo respiratório;
O estudo conclui que o treinamento da musculatura inspiratória melhorou a deposição de aerossol e a perfusão pulmonar em indivíduos com síndrome pós-COVID-19, sugerindo que pode ser uma estratégia de reabilitação útil para melhorar a função pulmonar e a administração de terapias inalatórias nessa população.
Esses aumentos foram observados em ambos os pulmões e foram significativamente maiores do que no grupo controle.
Vamos treinar??
Artigo completo: https://journals.sagepub.com/doi/epub/10.1177/19412711261418482

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