Pesquisa comparou o método tradicional com canudo ao uso de oscilação de alta frequência, demonstrando ganhos significativos na estabilidade e qualidade vocal.
Um estudo colaborativo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade de São Paulo (USP) trouxe novas evidências sobre a otimização do aquecimento vocal para cantoras.
A pesquisa, liderada por Renato Santos Rodrigues, em conjunto com Leandro Henrique Muniz Dantas, Kelly Cristina Alves Silvério e Letícia Caldas Teixeira, avaliou os efeitos imediatos do uso do dispositivo Shaker Classic comparado aos métodos tradicionais de aquecimento.
O estudo focou em 30 mulheres cantoras de coral, vocalmente saudáveis, e buscou entender como diferentes técnicas de exercícios de trato vocal semiocluído influenciam a autopercepção da voz e as medidas acústicas.
A Tecnologia por trás da Análise
Para garantir a precisão dos dados e atingir o objetivo de comparar as técnicas, a equipe utilizou equipamentos de alta fidelidade e softwares avançados de análise acústica.
O protocolo experimental comparou dois cenários principais:
- Aquecimento Vocal Tradicional: Utilizando um canudo rígido (14 cm de comprimento e 4 mm de diâmetro) para exercícios de fonação.
- Aquecimento Vocal Shaker: Utilizando o dispositivo Shaker Classic, que promove a oscilação oral de alta frequência.
Para a coleta e análise dos dados vocais, foram empregados os seguintes equipamentos tecnológicos:
- Captação de Áudio: As amostras de voz foram gravadas utilizando um microfone condensador AKG C1000S, posicionado a 10 cm da boca das participantes.
- Análise Acústica Laboratorial: As medições pré e pós-aquecimento foram processadas no Computerized Speech Lab (modelo 6103 da Kay Pentax), equipado com o módulo Multi-Dimensional Voice Program. Este equipamento foi fundamental para analisar parâmetros como frequência fundamental, jitter, shimmer e quocientes de perturbação.
- Software Complementar: O software PRAAT (versão 6.4.19) foi utilizado para extrair a proeminência do pico cepstral suavizado (CPPS), uma medida importante de qualidade vocal, rodando em um computador Dell Optiplex GX260 com placa de som profissional.
Resultados: Ganhos de Estabilidade e Qualidade
Os resultados demonstraram que ambas as técnicas são confiáveis e eficazes, promovendo melhorias na autopercepção da qualidade vocal e na facilidade para cantar. No entanto, o uso do Shaker Classic (SVW) apresentou vantagens específicas.
Enquanto o aquecimento tradicional com canudo melhorou a regularidade da frequência e a qualidade cepstral, o grupo que utilizou o Shaker demonstrou uma otimização mais ampla das medidas acústicas. O estudo destacou que o SVW gerou ganhos significativos na estabilidade da amplitude do sinal vocal (redução de Shimmer e APQ), algo que não foi observado no método tradicional
Além disso, na análise auditiva-perceptiva realizada por especialistas (fonoaudiólogos e professores de canto), houve um consenso estatisticamente significativo de que as vozes aquecidas com o Shaker apresentaram melhor qualidade final.
Os autores concluem que o dispositivo Shaker não apenas eleva a frequência fundamental e reduz a aperiodicidade da vibração das pregas vocais, mas também oferece uma estabilidade superior na amplitude durante a fonação, sendo uma ferramenta valiosa para a rotina de cantoras de coral.
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