O treinamento muscular respiratório (TMR) já está bem consolidado e amplamente utilizado nas comorbidades pulmonares, cardíacas, neurológicas e no oposto a isso, dentro do universo da performance, ele está em crescente validação científica. A pergunta que é: será que o treinamento é benéfico também nas condições de altitude?
Estudo realizado por pesquisadores Da Universidade de Barcelona junto com Universidade da Áustria buscou entender os efeitos positivos desse treinamento, com o objetivo de minimizar os efeitos adversos causados pela hipoxia.
Foi realizado uma revisão para determinar os fatores que potencialmente afetam a mudança no desempenho de resistência na hipóxia após o TMR em indivíduos saudáveis.
Sobre a revisão:
- Uma busca abrangente foi feita nas bases de dados eletrônicas MEDLINE e Google Scholar, incluindo palavras-chave: “RMT/IMT” e/ou “desempenho de resistência” e/ou “altitude” e/ou “hipóxia”.
- Sete estudos apropriados foram incluídos;
- A análise dos estudos mostrou que dois métodos de TMR foram usados nos protocolos: resistência muscular respiratória em um ptotoloco estiplado por tem´po, 10-30 minutos, 3-5 dias/semana) em três dos nos sete estudos, e força muscular respiratória dispositivo Powerbreathe: geralmente 2 x 30 repetições a 50% da PImáx (pressão inspiratória máxima), 5-7 dias/semana) nos quatro estudos restantes.
- A duração dos protocolos variou de 4 a 8 semanas,
O estudo constatou que durante o exercício em hipóxia, o TMR promoveu vários efeitos positivos, tais como:
- redução da fadiga muscular respiratória;
- atraso na ativação do metaborreflexo muscular respiratório;
- melhor manutenção da Saturação de oxigênio e fluxo sanguíneo para os músculos locomotores.
As conclusões são simples de entender: As melhorias da função ventilatória (pressão inspiratória máxima) alcançadas com o uso do TMR promoveram a capacidade de adaptação à hipóxia e minimizaram o impacto do estresse respiratório durante a fase de aclimatação em comparação com placebo/sham. O estudo conclui também que o TMR provoca efeitos positivos gerais, principalmente na eficiência respiratória e nos padrões respiratórios, diminui a percepção de dispneia e melhora o desempenho físico em condições de hipóxia. Assim, recomenda-se que este método seja utilizado como ferramenta de pré-exposição para fortalecer os músculos respiratórios e minimizar os efeitos adversos causados pela hiperventilação relacionada à hipóxia. Estudos futuros avaliarão estes efeitos em atletas de elite.

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