Desde o início da pandemia que assolou o mundo, em meados de março/2020, pesquisadores e profissionais de saúde tem visto que o acometimento pulmonar e sistêmico causado pelo Corona Vírus pode agravar-se em alguns casos.
Vimos esses casos florescerem dentro de UTI’s e centro de pesquisa por todo mundo.
Estudo divulgado em uma importante revista internacional, a The Lancet Respiratory Medicine, nos mostra as consequências respiratórias que o vírus pode deixar e a importância da minuciosa avaliação desse sistema, primordial em nossa vida!
Sobre o estudo:
- Os pacientes foram avaliados durante 4 visitas: 3 meses, 6 meses, 9 meses e 12 meses;
- Foram recrutados 83 pacientes, graves, mas que não necessitaram de ventilação mecânica;
- 36% deles apresentaram fibrose pulmonar;
- Os pacientes foram selecionados como graves, de acordo com alguns parâmetros: frequência respiratória baixa, SPO₂ menor ou igual a 93%, 50% de progressão na lesão pulmonar e baixa tolerância ao exercício.
- Durante as visitas os pacientes foram submetidos a: exames de sangue, exames físicos, teste de função pulmonar, exames de imagem e teste de caminhada;
- No teste de função pulmonar foram avaliados os seguintes parâmetros: capacidade de difusão de monóxido de carbono, capacidade vital forçada, capacidade residual, volume residual, capacidade pulmonar total.
- A média de idade dos avaliados foi de 60 anos, 57% homens e 43% mulheres;
- Após 12 meses, um terço dos pacientes ainda apresentavam anormalidades pulmonares.
O estudo conclui que anormalidades respiratórias em pacientes que passaram pela infecção por SARS-COV persiste por algum tempo e precisam de um acompanhamento de funções pulmonares e respiratórias por um longo prazo, sendo mais comum de ocorrer em pessoas do sexo feminino, frisando que a reabilitação pulmonar pode ser um importante aliado nesses pacientes.
Temos visto que a musculatura respiratória também sobre consequências e precisa ser treinada! Você avalia corretamente a inspiração do seu paciente? Identifica e treina a musculatura inspiratória?
leia o estudo: https://www.thelancet.com/journals/lanres/article/PIIS2213-2600(21)00174-0/fulltext

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