Recente artigo publicado no International Journal Of Cardiology, realizados por pesquisadores brasileiros do Instituto do Coração e Universidade de São Paulo, nos mostra a importância do exercício físico e do treino muscular inspiratório nos pacientes submetidos a cirurgia de Fontan.
A cirurgia de Fontan ou conexão cavo-pulmonar é o último procedimento empregado no tratamento de cardiopatias congênitas, em pacientes que possuem um único ventrículo (anatômico ou funcional), condição inicialmente não compatível com a vida, e após a cirurgia, esses pacientes passaram a sobreviver até a idade adulta.
Os portadores da patologia podem apresentar algumas complicações, tais como:
- Arritmias;
- Tromboembolismo
- Crescimento atrasado;
- Disfunções renais, hepáticas e venosas.
A falta de um ventrículo cria nos pacientes mecanismos adaptativos ao longo da vida! Umas das consequências é a redução da capacidade funcional, medida pela aferição do VO2 e aumento da atividade simpática.
Sobre o estudo:

- 42 pacientes foram recrutados para a pesquisa, destes, ao final da pesquisa foram:
– 10 foram encaminhados para o treinamento de exercícios aeróbios: realizado em 3x na semana, incluindo esteira, exercícios de resistência, alongamento e relaxamento.
– 12 grupo controle.
– 10 foram encaminhados para o Treino de Musculatura Inspiratória:
- Os pacientes foram avaliados pela manovacuometria, teste de funções pulmonar, exames de imagem, testes cardiopulmonares, teste de caminhada e teste da musculatura respiratória, avaliação de qualidade de vida, entre outros.
- Os pacientes realizaram o TMI da seguinte forma:
– 60% da PImax;
– Treino diário de 30 repetições, realizados em três séries;
– As sessões foram supervisionadas e as cargas elevadas, quando conveniente.
Os indivíduos que realizaram o TMI, obtiveram alguns dados interessantes:
- Houve uma menor desistência do grupo de pessoas que foram encaminhados para o TMI;
- Aumento do VO2 em 9%;
- 58% de aumento da MIP;
- Melhora de dados espirométricos;
O estudo conclui que o treino aeróbio e o treino muscular inspiratório melhoram a capacidade funcional dos grupos estudados, sendo eles importantes ferramentas não farmacológicas no tratamento desses pacientes.
Confira o estudo:

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