As doenças coronarianas representam um grande número de mortes no mundo, e a cirurgia é um importante aliado aos pacientes que apresentam agravamento da patologia como estenoses, dentre outros.
Dentro desse âmbito, as complicações pós operatórias representam de 30 a 60% de incidência nesses pacientes, contribuindo assim para aumento da morbilidade e aumento de custos de hospitalização.
Essas complicações são: pneumonias, atelectasias, derrame pleural e edema pulmonar, alteração nas trocas gasosas pela dificuldade e o medo em realizar uma inspiração profunda.

A espirometria de incentivo é uma das ferramentas associadas a outros exercícios como deambulação e pressão positiva no tratamento e prevenção dessas complicações.
Estudo publicado no Journal of Cardiothoracic Sugery, relata melhoras significativas após a utilização da espirometria de incentivo com feedback visual importante, além de prevenção de pneumonias e melhora de funções pulmonares.

Sobre o estudo:
- Randomizado divididos em dois grupos;
- Grupo 1: espirometria de incentivo foi utilizada pelo paciente com dez respirações, seis vezes por dia durante um período de 10 min em cada sessão com uma técnica de respiração para dois dias no pré-operatório;
- Grupo 2: inspirometria de incentivo apenas no pós operatório;
- As informações hemodinâmicas foram avaliadas no pré e pós operatório para ambos os grupos e a cada 6 horas;
- Os desfechos primários foi definido como com: complicações que ocorrem dentro de 48-72 h após a cirurgia, atelectasia, pneumonia, derrame pleural, pneumotórax, e sinais e sintomas clínicos ;
- Os desfechos secundários incluíram tempo de internação hospitalar, ventilação mecânica;
- Todos os pacientes receberam o mesmo tipo de anestesia;
- As evidências mostram que o grupo 1 (aqueles que realizaram o exercício pré e pós operatório), obtiveram um menor tempo de permanência na UTI, menor tempo de ventilação mecânica invasiva, melhora de Pao2 e SPo2, escala avaliativa de dor,
O estudo conclui que espirometria de incentivo pré-operatória, exercícios de respiração, tosse assistida, deambulação após a cirurgia de revascularização do miocárdio está relacionada a prevenção e menor incidência de atelectasia, tempo total de internação, duração da ventilação mecânica, e melhor oxigenação pós-operatória. Uma diferença que pode ser considerado significativo e clinicamente relevante.
Acesse o estudo: https://cardiothoracicsurgery.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13019-021-01628-2

Covid Longa e Treino Muscular Respiratório: o que há de mais novo?
Treinamento Muscular Respiratório: A Nova Fronteira da Performance Esportiva
AVC e Hipertensão: prevenir é salvar vidas
Estudo revela eficácia do dispositivo Shaker no aquecimento vocal de cantoras de coral
TMR: A Tendência Mais Forte de Desempenho Esportivo Para 2026
OS EFEITOS DO TREINAMENTO DA MUSCULATURA INSPIRATÓRIA NO DESEMPENHO DE 1RM E NA COMPOSIÇÃO CORPORAL EM FISICULTURISTAS NATURAIS PROFISSIONAIS
Exercício na Reabilitação Cardíaca: o que diz a nova revisão sistemática da ASSOBRAFIR
S index – Medição de pressão inspiratória dinâmica: Valores de predição na população Brasileira.
Conheça a Hipertensão Pulmonar